Adesivos de parede

Já faz algum tempo em que ando numa onda “designer de interiores” e querendo dar um jeitinho na minha casa, mas com um diferencial: gastando o mínimo possível.

Acho que muita gente que assim como eu, também aluga, deve passar pelos mesmos dilemas. Como decorar uma casa que, em teoria, não é sua, sem precisar gastar muito ou mudar a estrutura física do lugar? Afinal, não é todo inquilino que dá carta branca ao locatário para sair furando paredes, puxar novos pontos de luz ou pintar a parede da cozinha de vermelho marroquino.

Além da falta de liberdade de remoldurar a casa, também tem o lado financeiro, já que não é todo mundo que tem a disponibilidade (e vontade) de querer gastar dinheiro modificando um imóvel que não é seu “de verdade” e que na hora de uma futura mudança, você não vai poder reaver alguns dos investimentos feitos (litros de tinta gastos nas paredes, novos pontos de luz etc).

Foi pensando nisso que comecei a pesquisar maneiras alternativas de como decorar as paredes de casa, sem fazer vários rombos ou pintando tudo e foi aí que lembrei dos adesivos de paredes.

Acho que é o tipo de coisa que muita gente acha meio cafona, e eu também pensava assim, mas acho que uma estampa legal, num cantinho certo, cai muito bem e sem ficar com cara de adesivo. A parte prática, e alternativa, é que além de ser mais barato do que muita moldura, quadros e outros acessórios de parede, não é preciso fazer qualquer buraco ou sujeira e na hora da próxima mudança, é só tirar o adesivo da parede e pronto! (se o adesivo for de qualidade, na hora de tirar, o reboco não sai junto!)

Tenho tido várias idéias e pesquisado muito na net, mas confesso que fui comprada pela idéia, então acho que num futuro bem próximo, teremos alguns desses adesivos decorando as paredes daqui de casa.

Existem tantos modelos, para todos os cômodos da casa, que fica até difícil de escolher um preferido, então deixo aqui umas imagens só para ter uma idéia de como pode ficar bonito e moderno.

Chá de bebê – versão UK

Diferente do que estamos acostumados no Brasil, aqui na Inglaterra, a cultura do chá de bebê (assim como a do chá de panela), não é das mais populares, o que contrasta muito com a comemoração da despedida de solteiro, que é um evento super tradicional entre os futuros casados daqui.

Na verdade, eu nunca havia ido ou tido conhecimento de nenhum chá de bebê entre as meninas conhecidas que tiveram filhos durante todo esse tempo em que já moro aqui. Até onde eu sei, nos Estados Unidos, o chá de bebê também é bem popular, com muitos presentes, decoração temática, docinhos, quitutes e tudo mais digno de um evento super mulherzinha e foi isso que tivemos a idéia de tentar fazer para uma colega do trabalho que estava a poucas semanas de ter sua primeira filhinha.

Como ela não tem família ou muitos amigos na cidade, algumas meninas se reuníram e planejaram um chá de bebê simples, mas honesto e assim, comemorar a futura chegada da nova mascote do escritório e claro, o fato de que qualquer motivo ser sempre válido para sairmos juntas e fofocar noite a dentro. Essas mulheres, hein!

Há várias semanas que tudo já estava devidamente planejado, organizado, convidados confirmados, reserva no restaurante do pub feita (nada mais inglês do que um pub, né?) e eis que faltando menos de 2 semanas para o “evento” e poucos dias depois da colega ter começado a sua licença maternidade, recebemos a notícia de que o neném resolveu se antecipar e nascer, nada mais, nada menos, do que 3 semanas antes da data prevista!

Pânico total! E agora? Será que vamos adiante com o plano? Deixamos pra depois? Cancela tudo de uma vez por todas? Existe chá de bebê depois que o bebê já nasceu?

Bom, ficou tudo meio suspenso no ar e na dependência da futura, agora já mamãe, decidir se ainda iria querer comemorar o chá de bebê ou não.

Como ela teve algumas complicações pouco antes do parto, ela e a neném precisaram ficar internadas por quase 1 semana e claro, a gente já achava que esse chá não sair de jeito nenhum, até porque, quem iria ter pique de passar por um parto de anestesia geral, se recuperar da cesárea, de quase 1 semana de internação e ainda ter que chegar em casa com um recém-nascido e se ajustar a toda uma nova rotina? Festa é uma coisa que com certeza não deveria nem estar passando pela cabeça da minha colega, mas como tivemos que consultá-la antes de ligar para o restaurante e cancelar tudo, para nossa total surpresa (ou maluquice dela?), ela disse que queria fazer o chá de qualquer forma e que não queria desmarcar por nada nesse mundo! E foi assim que depois de 8 dias do nascimento da neném e depois de 2 dias de ter recebido alta do hospital, ela deixou a neném aos cuidados do pai, e lá estávamos nós, num pub, fazendo o tão esperado chá de bebê!

A comemoração foi bem simples, mas super agradável. A neném ganhou vários presentes, a amiga ex-grávida ficou super feliz de ter podido ter o seu chá e encontrar as outras meninas e no final, todo mundo saiu do restaurante empanturrada de cupcakes!

Ah, e claro, não poderia faltar uma foto da razão disso tudo ter acontecido:

Larissa Leonora Ann

Agora, como diz um ditado popular daqui, de que tudo vem sempre em 3, qual não foi a surpresa ao descobrirmos a poucos dias atrás de que mais uma menina do escritório está grávida e uma outra amiga minha também e as duas devem ter seus respectivos babies, na mesma época, ou seja, até o final do ano, temos aí mais uns 2 chás de bebês a serem planejados!

Dizem algumas más línguas, de que devem ter colocado algum super fertilizante na água que abastece o prédio onde trabalhamos, então eu só posso dizer uma coisa: muito cuidado nessa hora!  haha :)

Race for Life – Eu participei!

Depois de muito pouca preparação, o dia D finalmente chegou e há exata 1 semana atrás, eu participei da Race for Life que é o evento que tem como objetivo arrecadar fundos para o estudo, pesquisa da cura e tratamento do câncer.

Nessa corrida, só participam mulheres e apesar de ser chamada de “corrida”, as pessoas são divididas em 3 grupos. O grupo que larga na frente, é o da galera que vai correr e geralmente tem várias atletas mais profisionais (a primeira colocada dessa corrida que eu participei, conseguiu completar os 5km de corrida em um pouco mais de 20 mins!), o segundo grupo é do pessoal que vai penas fazer “jogging”, então não é aquela corrida com o objetivo de chegar em primeiro lugar, mas um andar com mais rapidez. E o terceiro e último grupo a largar, é do pessoal que decidiu apenas andar o percurso. Geralmente é nesse grupo que ficam as mulheres de mais idade, as mães que vão puxando carrinhos de bebês, as grávidas, o pessoal que decidiu levar o cachorro para participar da corrida, as crianças e …. eu!

O evento começa com um aquecimento básico (mas que já me deixou cansada) de aeróbica por uns 15 mins e depois, cada pessoa se coloca no grupo em que pretende correr/fazer jogging/andar e poucos minutos depois, é dada a largada!

É muito comovente ver as fotos e mensagens que as pessoas escrevem para homenagear amigos e parentes pelos quais estão fazendo parte da corrida e não se emocionar junto, é praticamente impossível.

Mas nem só de tristeza e saudosismo é o clima da corrida. A parte engraçada fica por conta do pessoal que decide se fantasiar.

Apesar do clima nublado, o tempo estava naquele quente-úmido, o que não facilitou nem um pouco as várias ladeiras que faziam parte dos quase 2,5 kms do percurso.

E sim, me cansei e muito! Mesmo andando lerdamente, ainda consegui ser ultrapassada por crianças, senhoras de idade e o Bob Esponja, mas como não fui com o objetivo de correr profissionalmente, fazer um bom tempo nem estava nos meus mais distantes sonhos (desculpa de quem se assustou ao perceber como está completamente fora de forma! haha)

(Olha o Bob Esponja aí cruzando a reta final! haha )

A experiência foi bem legal, e ao cruzar a linha de chegada, vc ganha uma bolsinha de um dos patrocinadores com vários brindes dentro e uma medalha de participação.

(pés exaustos de uma não-corredora)

A tartaruga aqui fez o percurso em 1h e 4 mins (mas não conta pra ninguém), e provavelmente teria feito em mais tempo se não tivesse me esforçando para acompanhar a amiguinha que estava correndo comigo.

Gostei de ter participado e acho o evento muito válido. Se vou participar de novo ano que vem? Só se estiver realmente fisicamente mais preparada (mesmo que seja só para andar) ou se o percurso não tiver tantas ladeiras para subir !

Depois da corrida, fomos repor as minhas calorias, com um super roast de almoço num pub local :)

Despedida de solteira – Hen party

Semana passada finalmente fui a minha primeira hen party (= despedida de solteira) versão U.K.

Desde o ano passado que essa festa estava sendo planejada e super comentada, mas ainda ficávamos naquela “Ih, ainda faltam x meses…” e de repente, tchum!, o tão esperado dia finalmente chegou.

Aqui na Inglaterra, o ato de se comemorar a despedida de solteiro(a), é uma grande e popular tradição e basta sair numa baladinha num sábado qualquer que as chances de vc ver um pessoal meio louco, todo fantasiado, tem grandes chances de ser parte de uma despedida de solteiro.

O planejamento de uma festa de despedida de solteira , geralmente fica a cargo das bridesmaids ou damas de honra.

Elas ficam encarregadas de planejarem os jogos, as brincadeiras, as “verdades e consequências”, o itinerário dos vários pubs que se percorre durante a festa,  a decoração da roupa que a ex-quase-solteira vai vestir e tudo mais.

Algumas das coisas que não podem faltar numa típica festa de despedida de solteira são…

… a limosine de cor mais berrante possível, trazendo a futura noiva e as damas….

… a roupa-tema da festa, que nesse caso foi LBD (little black dress) e a futura-noiva vestindo váááários acessórios (lembre-se quanto mais “cheguei” melhor :)

… o restaurante também entra no tema da festa….

…. as amigas (quanto mais loucas melhor!) do trabalho…

… ver a amiga-futura-noiva, que coincidentemente, também é a menina mais quietinha do escritório, aquela que vc não ouve nenhum pio, chegar completamente trêbada na própria festa, por conta do champanhe que ela detonou na limosine, realmente não tem preço e foi com certeza uma das principais atrações do dia…..

… depois do jantar e dos joguinhos de “verdade e consequência”, foi hora de deixar o restaurante e invadir o primeiro pub da cidade e assim a noiva pode começar a cumprir as “consequências”  e aí, sai de baixo! Com a ajuda de mais algumas biritas, todo o pouco pudor que ainda sobrava da nem-tão-tímida amiga, foi definitiva e completamente por água abaixo! hahaha

Já no primeiro bar, esbarramos com mais uns dois outros grupos de rapazes que também estavam comemorando despedidas de solteiro e aí, já viu, o resto é história :)

A noitada foi tão boa que já estávamos tentando combinar uma outra despedida de solteira (mesmo sendo a maioria de nós já casadas!) só como desculpa para mais uma baladinha divertida e muita pagação de mico :)

No junk in my trunk

Essa semana começou com uma bela de uma arrumação/limpeza aqui em casa.

Nunca fui uma pessoa super arrumadinha (minha mãe que o diga!) e admito isso, mas aí quando vc casa com outro bagunceiro, pronto, o que era ruim, fica ainda pior! Por outro lado, tb não tenho síndrome de Monica Geller, em que tudo tem que estar tinindo de arrumado o tempo todo, mas acho que até para os bagunceiros-profissionais, existe um um limite que, se passado, começa a causar efeitos colaterais e ver as coisas fora do lugar começa a causar um incômodo profundo, daí a consciência não consegue mais dizer “ah, deixa pra depois…” e é aí que geralmente baixa o Santo da Arrumação Desesperada.

Armada de aspirador de pó, balde, esfregão, flanelinha e óleo de Peroba, a sessão começa com uma fome feroz atrás de todos os floquinhos de poeira que vivem atrás da tv, em cima do armário, na cabeceira da cama, assim como uma raiva incontrolável de todos os copos espalhados pela casa, a louça acumulada na pia, a pilha de roupas sobre a cadeira, que nessa altura já virou um cabideiro e claro, sem deixar de lado, os respingos de pasta de dente no espelho do armário do banheiro.

Mas claro, a arte do multitasking, cai sempre a calhar nesses momentos e entre aspirar o carpete de um cômodo e outro, vc ainda arruma 5 mins pra colocar a roupa na máquina, pq lá fora, o sol tá que tá e vc sabe que em 1 hora, tudo vai estar sequinho e cheirosinho.

E que prazer é esse de se ver a cesta de roupas sem nada pendente pra ser lavado e o varal todo colorido? Felicidade igual só mesmo quando a pia está vazia e toda a louça guardada no respectivo armário e gaveta!  E ainda bem que entre uma mudada e outra da água do balde, vc lembrou de tirar uns pedaços de frango do freezer para a janta da noite!

E assim, ao final do dia, vc está exausta, com cara de acabada, cabelo xexelento, unhas ídem, mas a sensação de leveza, de saber que a casa está toda limpinha, arrumadinha, com cheiro do desinfetante de eucalipto, traz um sentimento muito bom e parece até que vc respira melhor, mais leve.

Agora é fazer um esforço, que geralmente dura uns 2 dias, de manter tudo arrumadinho e no seu devido lugar. Claro que toda essa empolgação não dura muito tempo e vc sabe que daqui a 1 semana, já vai ter uma zonazinha esperando ser arrumada em algum lugar da casa.

É nessas horas que a gente esquece aquela vontade louca de encher a casa com vários adornos de decoração, bibelôs, que apesar de lindos, vão te dar um trabalho do cão para serem limpos. Em momentos assim é que acredito que a minha teoria do “menos é mais” cai como uma luva, mas na vida real, ela nem sempre funciona e o resultado são sacas e bolsas cheias de tranqueiras para serem doadas.

Mas tudo bem, ter uma grande sessão  de limpeza e arrumação geral, deve ser igual a um parto, dá trabalho, desconforto, mas depois vc esquece da dor e só pensa no prazer de ver a sua casa estar brilhando de novo :)

Empadas, brigadeiros e mais uma Fat Friday

Mais uma comemoração, mais comilança!

Dessa vez o motivo foi uma colega estar saindo de licença maternidade e, para variar um pouco o “menu”, além dos quase já tradicionais brigadeiros …..

(na falta do granulado de chocolate, que parece ter esgotado de todos os supermercados locais,  optei pelo granulado colorido- que aqui eles chamam de hundreds of thousands)

… decidi dar uma inovada e apresentar aos amigos ingleses,  a empada de queijo!

Já tinha testado a receita antes, como um trial, para ver se ficava bom e sendo o resultado aprovado pelo marido, decidi fazer numa escala maior e acabou rendendo por volta de 20 empadinhas.

Achei várias receitas na net que era relativamente parecidas, mas com algumas pequenas variaçõs, então no final, acebei juntando duas receitas, mudei algumas coisinhas e o resultado deu certo.

A receita original foi essa (Anathalia, tá me lendo? :) )

Massa

- 1kg de farinha (eu usei 500 gr)

-500 gr de manteiga (eu usei 250 gr)

- uma pitada de sal

- uma clara de ovo (eu usei o ovo inteiro)

Como achei que a mistura ficou um pouco seca e esfarelada demais, acrescentei um pouco de leite pra dar mais consistência a massa, mas medi no olhometro mesmo.

Feita a massa (ou até comprada no supermercado!), basta forrar as forminhas e partir para o recheio.

Sobre as forminhas, como não achei por aqui aquelas de alumínio que usamos no Brasil, optei pelas forminhas de silicone e o resultado não poderia ter sido melhor! Evita-se a melecada de ter que untar as forminhas uma por uma e as empadas são garantidas de sairem intactas depois de assadas. Lembro que minha avó as vezes tinha que dar uma batidinha na forma pra empada descer e as vezes acabava quebrando, mas com as formas de silicone, o esforco é mínimo e é só dar um empurrãozinho por baixo, que as empadas se “descolam” da forma com a maior facilidade. Recomendo demais as formas de silicone!

Para o recheio, também acabei misturando 2 receitas e ficou assim:

- 250 gr. de queijo ralado

-1 muzzarela pequena

-1 copo de leite

-um pouco de queijo cheddar (acrescentei por conta própria e medi no olhometro também)

Mistura tudo no liquidificador e depois é só ir enchendo as forminhas forradas (como na foto acima).

Depois de tudo feito, basta levar ao forno (180C) por uns 30, 40 mins, ou até as empadas estarem moreninhas e está pronto!

Como deu pra perceber, as minha empadas acabaram ficando extra morenas, mas não chegaram a queimar. Como cada forno tem uma potência diferente, é sempre bom ir dando uma olhadinha de vez em quando pra não deixar passar muito do ponto (lição aprendida!), mas também não acabar comendo massa crua.

Fiz umas etiquetas para as vasilhas e para o pessoal ter uma idéia do que era aquele prato e também para evitar ter que responder a perguntas do tipo ”What’s this?” e “What’s in it?” umas mil vezes.

As empadas fizeram sucesso, mas os brigadeiros ainda parecem ser os favoritos dos amigos gringos :)

Acho que vou colocar uma praquinha na porta da minha casa dizendo “Faço doce pra fora. Aceita-se encomendas” hahah

O resto do dia foi só festa, bagunça e o trabalho não rendeu nada, ou seja, um dia perfeito! :)

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